✦ Proteção de marca

Alguém pode registrar a sua marca antes de você? Pode. E é mais comum do que parece

Dono de uma padaria segura um envelope oficial em frente à fachada iluminada do próprio negócio, ao entardecer

Você escolheu o nome com carinho. Pintou a fachada, mandou fazer uniforme, criou o Instagram, imprimiu embalagem. Os clientes já falam o nome da sua empresa sem pensar duas vezes.

Agora imagine abrir uma notificação dizendo que esse nome tem dono. E não é você.

Parece roteiro de filme, mas é a lei brasileira funcionando exatamente como foi escrita.

No Brasil, a marca é de quem registra primeiro

Muita gente acredita que usar um nome há anos já garante a propriedade dele. Não garante.

Pela Lei da Propriedade Industrial (Lei 9.279/96), a marca passa a pertencer a quem obtém o registro no INPI. E, quando dois interessados disputam o mesmo nome, em regra leva quem fez o pedido primeiro.

Na prática, isso quer dizer que:

  • você pode usar o nome da sua padaria, clínica ou loja há 5, 10 ou 15 anos;
  • se nunca pediu o registro, esse nome não está protegido;
  • qualquer pessoa (inclusive um concorrente da sua cidade) pode pedir o registro amanhã.

Se o registro sair no nome dela, ela passa a ter o direito exclusivo de uso. Pode exigir que você pare de usar o nome, obrigar você a refazer toda a identidade visual e, em alguns casos, cobrar indenização.

Dois empresários correm lado a lado em direção a um documento com o carimbo de registrado
No registro de marca, quem chega primeiro ao INPI leva.

"Mas eu usava antes. Isso não conta?"

Conta, mas não do jeito que a maioria imagina.

A lei prevê o direito de precedência: quem usava a marca de boa-fé há pelo menos seis meses antes do pedido do outro pode reivindicá-la. Só que esse direito não funciona sozinho. É preciso reunir provas de uso, acompanhar as publicações do INPI e agir dentro de prazos curtos, como os 60 dias para apresentar oposição.

O problema é que quase ninguém fica sabendo a tempo. A maioria dos empresários só descobre quando a notificação chega. E aí a briga é mais longa, mais cara e mais incerta.

Registrar antes é sempre mais simples do que defender depois.

Negócio local corre mais risco, não menos

É comum pensar: "atendo só no meu bairro, ninguém vai se interessar pelo meu nome". O raciocínio é o contrário.

Negócios locais costumam adiar o registro porque acham que isso é coisa de empresa grande. Enquanto isso, quem conhece o mercado da região e sabe que o seu nome já tem clientela é justamente quem mais pode enxergar valor em registrá-lo primeiro.

Não é preciso má intenção para dar problema. Às vezes, outra empresa simplesmente escolhe um nome igual ou parecido e faz o pedido antes. O resultado para você é o mesmo.

Como saber se a sua marca está em risco

O primeiro passo é uma busca de anterioridade: uma consulta na base do INPI para ver se já existe pedido ou registro igual ou parecido com o seu nome, no seu ramo de atividade. Explicamos como ela funciona no guia como saber se uma marca já existe.

Essa busca mostra em qual cenário você está:

  • Ninguém pediu ainda. Você pode sair na frente e proteger o nome agora.
  • Já existe um pedido. Melhor descobrir hoje, com prazo para reagir, do que receber uma notificação amanhã.
Empreendedor sorridente comemora ao ver no celular que a marca do seu negócio está livre
Descobrir a tempo é o que separa o susto do alívio.

Descobrir custa pouco. Descobrir tarde custa caro.

Trocar de nome depois de anos significa perder reconhecimento e refazer fachada, embalagens, site e redes sociais. Significa começar a construir reputação do zero.

Uma consulta leva poucos minutos e mostra exatamente onde você está.

Quer saber se o nome da sua empresa ainda está livre? Fale com a BN Marcas pelo WhatsApp e fazemos a verificação gratuita para você.

Carlos Eduardo Fuchs
Carlos Eduardo Fuchs Especialista em registro de marcas · BN Marcas

Acompanha pessoalmente cada etapa do registro das marcas dos clientes da BN Marcas, da pesquisa de viabilidade até o certificado emitido pelo INPI. Aqui você não fala com um call center: fala direto com quem cuida da sua marca.

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